quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Grupo de Oração: núcleo de serviço e ministérios


I – Definição

O Grupo de Oração é a célula fundamental da Renovação da Renovação Carismática, através do qual pessoas engajadas, líderes e servos – a través de encontros, orações e formação – buscam “fazer acontecer um processo poderoso de renovação espiritual, que transforma a vida pessoal do cristã e todos os seus relacionamentos com Deus, com i Igreja a Comunidade”¹.

Podemos também dizer que o Grupo de Oração é uma comunidade carismática presente numa diocese, paróquia, capela, colégio, universidade, presídio, empresa, fazenda, condomínio, residência, que cultiva a oração, a partilha e todos os outros aspectos de vivencia do Evangelho, a partir da experiência do batismo no Espírito Santo e que, conforme a sua especificidade e mantendo sua identidade, se insere no conjunto da pastoral diocesana ou paroquial, em espírito de comunhão, participação, obediência e serviço.

II – Objetivo

“O objetivo do Grupo de Oração é levar os participantes a experimentar o pentecostes pessoal, a crescer e chegar a maturidade da vida plena do Espírito, segundo os desejos de Jesus: ‘Eu vim para que as ovelhas tenham vida e a tenham em abundância’ (Jo 10, 10b)”2

III – O Coordenador do Grupo de Oração

Cada grupo de oração deve ter um coordenador que num trabalho conjunto com o Núcleo de Serviço, é responsável por ele.

O  coordenador deve estar sempre a serviço (cf. Mt 20, 25-28). A do serviço é o amor. O coordenador conhecendo as necessidades das pessoas que participam do Grupo de Oração, agindo com toda sabedoria e discernimento do Espírito, deve buscar a unidade do grupo (cf. 17, 12).

O coordenador não deve fazer nada mecânica ou superficialmente. Para isso, deve pedir os dons do Espírito Santo, principalmente os da sabedoria, entendimento e discernimento, por isso o coordenador deve ser uma pessoa de intensa vida de oração e de escuta, para que Jesus seja o Senhor do grupo de oração e o Espírito Santo o conduza.

É importante que o coordenador observe outros coordenadores e troque experiências, bem como visite outros grupos para absorver os frutos da oração comunitária de maneira mais livre, sem que esteja na condução da reunião.

Em resumo, são características do bom coordenador:

 - Aberto, acolhedor, não se abate facilmente, é artífice da unidade e da paz (cf. 2 Tim 1, 6-9)
- Organizado, obediente, de boa intenção(cf. Bar 6, 59-62).
- Tem consideração com os outros (cf. I Tes 5, 12, 13).
- Caminha no Espírito (cf. Gl 5, 24-26)
- Tem domínio, encorajando os tímidos, controlando os faladores.
- Tem zelo, ordem, compromisso e pontualidade.
- Tem uma mentalidade aberta à ação do Espírito Santo, sendo aberto as mudanças (cf. Rm 12, 2)
- É conhecedor da doutrina da Igreja

Ainda é necessidade que o coordenador:

- Dê oportunidade a todos.
-Apóie e reconheça o crescimento do irmão.
- Faça servos e líderes, melhores que ele.

Cabe também ao coordenador discernir com o núcleo de serviço as necessidades do Grupo de Oração e, a parir daí:

- usar a criatividade nas reuniões de oração.
- proporcionar seminários, retiros de primeira experiência, aprofundamentos de finais de semana.
- Encaminhar os servos para eventos da RCC e outros.

O coordenador é um líder. O Grupo de Oração precisa de sua liderança fiel ao Senhor, sábia e santa (cf. Jo 15, 16).

IV – O núcleo de serviço: Como primeiro momento do Grupo de Oração

O Grupo de Oração não se resuma a reunião de oração, embora esse seja o seu momento peculiar. Há necessidade de se ter uma caminhada programada que considere as necessidades dos participantes. Um bom planejamento para o Grupo de Oração abrange todos os serviços e ministérios. Inclui também, mecanismos para desenvolver o crescimento e a perseverança dos membros, introduzindo-os numa experiência comunitária e catequética.

Todo Grupo de Oração Carismático tem sua coesão, boa ordem, planejamento e continuidade assegurados pela núcleo de serviço, que é um pequeno grupo de servos, que assume o grupo todo em sua espiritualidade e estrutura. As finalidades do núcleo são:3

a)     Avaliar o que Deus fez em cada reunião, discernimento em oração o que deus disse. Pode avaliar com foi a reunião respondendo a alguns questionamentos, tais como: “Houve ensinamento?”, “Os louvores foram cheios de amor e alegria? ”, “Os cantos foram ungidos e levaram o povo a louvar”, “Como foi a acolhida”, Houve profecias?”, Houve testemunhos?”. “Como foi a evangelização?, “Foi enriquecedora a manifestação da caridade, da fraternidade, da comunhão?”, etc.
b)    Acompanhar e assistir os fiéis que estão no grupo em suas necessidades pessoais(doenças, dificuldades de oração, perda da paciência, ausência nas reuniões, etc) encaminhando-os aos serviços 9intercessão, cura e libertação, cura interior, grupo de perseverança, etc.)
c)     Revezar-se na condução da reunião de oração, sempre em um clima de fraternidade e cooperação.
d)    Interceder constantemente pelo Grupo de Oração do qual faz parte.
e)     Preparar as reuniões do Grupo de Oração, distribuindo os serviços e responsabilidades, escolhendo, preparando a pregação e rezando por aqueles que desempenham alguma função.
f)     Os membros do núcleo de serviço do grupo de Oração devem ser bem formados e profundamente dados     à oração, trinados no discernimento comunitário, obedientes e dispostos a dar a vida no serviço do Senhor.

O perfil ideal do participante do núcleo inclui:

·         Constância nas reuniões de oração.
·         Frutos de conversão.
·         Responsabilidade
·         Maturidade humana e espiritual
·         Carisma de liderança
·         Senso eclesial e aceitação comunitária

No geral, o coordenador deve escolher seus auxiliares em oração e com bastante discernimento.

Normalmente, as pessoas de algum tempo de caminhada no grupo de oração antes de fazerem parte do núcleo de serviço. As pessoas menos indicadas para o núcleo de serviço são: as que têm algum desequilíbrio emocional/psíquico ou carências afetivas muito fortes; as que se relacionam mal e perturbam a paz; pessoas autoritárias, imaturas no uso dos carismas ou que tenham restrições à doutrina da Igreja. Também é preciso tomar cuidado com aqueles que utilizam o núcleo para tentarem solucionar problemas pessoais ou para se auto afirmarem.

A reunião do núcleo de serviço

A reunião do núcleo de serviço é o momento da experiência de pentecostes (cf. At 2, 1-4), onde cada participante, transbordando de graças se tornará canal de bênçãos na reunião de oração seguinte. Daí brota a pregação, que supera as expectativas de todo o povo.

A motivação é o amor de Deus. O núcleo tem que rezar para que o pentecostes se repita para ele e para todos aqueles que são chamados de acordo com a vontade de Deus (cf. At 2, 39).

O núcleo de serviço do Grupo de Oração deve reunir-se semanalmente, com dia e horário definido, para melhor exercer seu apostolado (cf. Sl 14, 33); e deve haver sigilo absoluto do que ali for tratado (cf. 140, 3). Antes de mais nada, rezar, rezar e rezar; insistir, a exemplo dos Apóstolos após a libertação de Pedro e João (cf. At 4, 23-31), que o Senhor derrame nova e abundantemente seu Santo Espírito e que renove as manifestações dos carismas.

V – Ministérios no Grupo de Oração

Os servos do núcleo de serviço são responsáveis pelo Grupo de Oração como um todo. Daí a necessidade de receberem formação para os diversos ministérios.

O termo “ministério” é amplamente usada na Renovação Carismática para designar de uma maneira geral, os diversos serviços do Grupo de Oração. São estes os mais comuns: ministério de cura, ministério de música, ministério de pregação, entre outros.

As equipes ou ministérios devem ser formados na medida da necessidade e da realidade de cada Grupo de Oração. Seus membros devem ser escolhidos e oração e de acordo com os vários dons que surgem. Para cada necessidade há pessoas ungidas pelo Espírito para seu atendimento (cf. Rm 12, 6-8; cf. I Cor 12, 7-10).

As pessoas que formarão as diversas equipes, para os diversos serviços do grupo de oração devem ser recrutadas dentre aquelas que já se identificam com a espiritualidade da RCC, que possuem e sejam disponíveis.

Cada ministério é sustentado por carisma específico

Os ministros exercem seu serviço participando do ministério de Jesus. Portanto, ministério é um serviço prestado à comunidade com a capacitação dos carismas. “Ministério é, antes de tudo, um carisma, ou seja, um dom do Alto, do Pai, pelo Filho, no Espírito, que torna seu portador apto a desempenhar determinadas atividades, serviços e ministérios em ordem à salvação”7

Todos os cristãos têm carismas do Espírito Santo na medida da necessidade da comunidade, mas exercem um ministério especifico que depende mais de um carisma que do outro. Por exemplo, o ministro de cura necessita muito mais do carisma de cura; o coordenador do grupo necessita da palavra de sabedoria e do discernimento e assim por diante. No entanto, apesar de serem esses os carismas mais específicos desses ministérios, nenhum carisma existe ou pode ser exercido isoladamente. Seja qual for o ministério ao qual o Senhor nos chama, necessitamos sempre do auxílio de todos os carismas para exercê-lo com o poder de Deus.

Ao instituir seus ministros, Deus os capacita para exercerem sua missão, que sempre terá como objetivo a glorificação de Deus e a conversão de seus filhos. Por isso, Ele dota seus ministros dos dons, dos talentos e das aptidões que eles vão precisar para exercer os ministérios, de tal forma que possam contar sempre com a graça, afim de não cair na tentação da auto-suficiência e de um exercício simplesmente humano de serviço a Igreja.

“Mas, só pode ser considerado ministério o carisma que, na comunidade e em vista da missão na Igreja e no mundo, assume a forma de serviço bem determinado.”4

A autoridade do ministro é exercida na autoridade de Jesus

A autoridade do ministro vem da autoridade de Jesus. É um dom do Espírito Santo; e isto é o que faz diferença entre a sua e as outras autoridades. Não é uma simples delegação de poder, mas o ministro de Jesus. Ele exerce o seu ministério como o próprio Jesus exerceria. (cf. Jo 15, 16).

Portanto, o ministro ao exercer seu serviço hoje, conta com o mesmo poder de Jesus Cristo (cf. Jo 14, 12). O poder é de Jesus; então, nada de orgulho, nada de se achar o melhor, o mais santo (cf. Lc 17, 10). Um servo olha não para as obras de suas mãos, mas para o autor que é Deus. Nunca deve atribuir a si os méritos das obras que realiza, mas unicamente a Ele.

O Espírito Santo é a fonte dos ministérios

É importante a consciência de que todos os serviços prestados ao reino de Deus, em nome de Jesus Cristo, em última análise, de origem divina, acontecem sob a ação do Espírito Santo. É Ele quem dá a força para testemunhar Jesus Cristo “até os confins da terra” (cf. At 1, 8) e cumula de carismas; sem Ele a missão será de baixa eficiência, fraco desempenho, ausência de criatividade, de zelo e de perseverança.

O Espírito Santo comunica ao ministro sua força e o capacita para a ação de servir à comunidade. Foi o que aconteceu com os apóstolos e com os discípulos de Jesus em pentecostes (cf. At 2, 1-13); com os diáconos, após a oração feita sobre eles (cf. At 6, 1-7); e com Paulo, após a imposição das mãos de Ananias (cf. At 9, 10-30). Com a ação do Espírito Santo, todos se tornaram intrépidos ministros do Senhor.

Fundamentação Doutrinária

A título de “fundamentação doutrinária” sugerimos alguns textos para consulta e aprofundamento: Lúmen Gentium, II; Dei Verbum, 21; Apostolicam Actuositatem, 3; Christifidelis Laici, 58; Catecismo da Igreja Católica, 2003.

Notas

1 – Alírio Pedrini, Grupos de oração, p. 13
2 – João Paulo II, apud RCC, lideranças na RCC, p. 54.
3 – Emmir Nogueira ET AL, Grupo de oração, p.7.
4 – CNBB, Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas, n. 85

Fonte: Portal Carismático

Bocejo, uma abordagem sobre este polêmico assunto

Estudos propõe que o bocejo teria caráter fisiológico, como sonolência, cansaço ou tédio, ou para sinalizar mudança no ambiente. Como nessas situações respira-se mais lentamente, à medida que o nível de gás carbônico aumenta no sangue, uma mensagem é enviada ao cérebro, pedindo mais oxigênio. O bocejo seria uma resposta à necessidade de uma respiração profunda para despertar o corpo. Quando a oxigenação nos alvéolos pulmonares diminui, uma mensagem é enviada a uma região do cérebro chamada núcleo paraventricular, que fica no hipotálamo. De lá são liberados vários mensageiros químicos — os neutrotransmissores — que induzem ao bocejo e a reações simultâneas em todo o corpo. A boca se abre e a pessoa inspira uma grande quantidade de ar, que é enviado aos pulmões. Ao mesmo tempo, os músculos se alongam para melhorar a circulação e a taxa de batimentos cardíacos aumenta. Assim, a sensação de cansaço diminui e o corpo volta ao estado de alerta. O bocejo se caracteriza por ser um reflexo involuntário. É quase impossível interrompê-lo, mesmo que se queira.

O bocejo, portanto possui um caráter fisiológico (natural). Porém não podemos negar o fundamento espiritual, uma vez que nosso corpo físico está ligado também com o corpo espiritual, todas as obras de Deus foram criadas de maneira harmônica. No final do dia é natural bocejarmos pois este é um sinal que o corpo já está cançado. Porém há casos em que basta que se comece uma oração com fé e os bocejos surgem com intensidade e freqüência, de maneira repentina, percebe-se também que passado algum tempo de oração ou cessando a oração os bocejos cessam. Esse "fenômeno" acontece porque a oração vai expulsar toda realidade negativa que nos contaminou, tais como impaciência, briga, ressentimentos, orgulho (Cf. Gal 5,19) e etc.

Sabemos que “Deus é luz e nele não há treva alguma” (I Jo 1, 5). Quando estamos perto de alguma pessoa de muita Luz, pode acontecer de comecarmos a bocejar, ou ainda o contrário, quando estamos perto de uma pessoa negativa. Via de regra o bocejo, no aspecto espiritual, acontece devido ao uma troca de energia espiritual (cf. Mc 6,34 ).

Quando renunciamos a realidade negativa que nos contaminou, entramos em combate espiritual, surge então os bocejos, uma sonolência, tédio ou cansaço de maneira repentina; esta é uma ação característica dos espíritos de torpor, eles oprimem ou bloqueiam os nossos sentidos espirituais, pois não querem que deixemos as obras das trevas (atos imorais) e tenhamos comunhão com Deus – “se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos” (Cf. I Jo 1, 6). Do combate (Cf. Efe 6,11) espiritual e a saída destas forças espirituais do mal (Cf. Mac 9,25; Luc 4, 35) surgem os bocejos que se intensificam a medida que vão deixando de oprimir nossa mente, ou seja, param de sugerir pensamentos negativos e já não tem "poder persuasivo direto sobre nossa mente", pois esta agora está em "sintonia" com Deus.

Quanto mais energia negativa de espíritos emocionais (contaminação) nos deixam (Cf. Efe 6, 12b), mais bocejamos, pois é necessário uma demanda maior de oxigênio para o organismo que está se readaptando ao novo estado de liberdade mental, isto é, sem opressão mental.

E quando bocejamos sem estarmos em oração? Ainda que não rezemos, o Espírito Santo que está em nós ora em nós, o simples desejo de orar, de estar com Deus, já se constitui uma oração, ou ainda, não estamos "desconectados" do mundo espiritual, ou seja, constantemente estamos recebendo orações, seja dos vivos, dos que se encontram no purgatório (Cf. Catecismo da Igreja § 958).

Portal Carismático

Manual Prático de Combate Espiritual

Vivemos em um tempo de muitos conflitos, seja de ordem social, política ou moral. Ouvimos rumores de guerras, terrorismos e todos os tipos de violências em todos os lugares. Porém, nosso maior conflito é de ordem espiritual. Paulo em sua epístola aos Efésios exorta-nos: “pois não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os principados e potestades, contra os espíritos dirigentes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nos ares (Efe 6, 13).


 Estamos vivendo sem duvida alguma um Combate Espiritual, ou seja, a luta do espírito contra a carne, a realidade espiritual contra a realidade temporal. Devemos lutar para que à vontade da carne não prevaleça, e sim à vontade do espírito, o maligno, porém, é esperto, sabe como se introduzir no sentido, na imaginação e na libido, através de uma lógica utópica, contudo, não podemos deixar-nos enganar e aceitar as tentações que ele nos apresenta.

Enquanto estivermos neste mundo seremos tentados, “a vida do homem na terra é uma contínua tentação” (Jó 7, 1). Assim como o fogo prova o ferro, a tentação prova o justo, devemos, pois, resisti-las “com orações e súplicas de toda a sorte...”(Efe 6, 18). Nenhum homem está livre de ser tentado, pois já nascemos com inclinações ao pecado: “eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado” (Sl 50, 7). Entretanto, temos a certeza que não seremos provados acima de nossas forças, como São Paulo nos assegura em (1 Cor 10, 13).

Para resistir às tentações temos duas opções: fugir das ocasiões de pecado ou resisti-las com orações. Evitar as ocasiões de pecado não basta, é necessário arrancá-las, queimá-las no fogo do Espírito, por isso devemos ter uma vida de oração. Dessa forma, percebemos que uma completa a outra.

A batalha é árdua, ao mesmo tempo em que temos de lutar contra nós mesmo (más inclinações), pois somos fracos de vontade, faz-se necessário lutar contra as potências inimigas, que ao nosso redor ladra como um cão feroz, procurando a quem devorar. Ser vigilantes, nos tempos atuais é de extrema importância: “vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora” (Mat 25, 13).

Resiste no principio,

Tarde chega o remédio

Se já, por largo tempo,

A mal lançou raízez.

O inimigo nunca chega de uma vez, apresentando-nos uma grande tentação. Ele é astuto, pois sabe que se assim fizer resistiríamos, ele primeiro nos oferece um simples pensamento, depois uma importuna imaginação, logo o desejo, o movimento desordenado, por fim o consentimento da vontade. A Bíblia Amplificada traduz: "Orai em todo tempo - em cada ocasião, em cada época - no espírito, com toda (maneira de) oração e súplica”. Se não vigiamos com orações o inimigo aos poucos vai conquistando o nosso coração até tomar posse de tudo.

Como em uma guerra é importante, conhecer o inimigo, as armas que possuí, quais as formas de ataque que ele utiliza. Neste Combate Espiritual devemos seguir as mesmas regras, as principais formas de ataque de satanás são:

- convencer-nos que ele não existe: engana-se quem acredita que essa tática do maligno é “furada”. Para muitos hoje, o demônio não passa de uma figura mitológica, medieval, folclórico que existiu no passado. Hoje, infelizmente, existem teólogos e exegetas que negam até mesmo os exorcismos de Nosso Senhor. Dos 105 exorcistas franceses, apenas 5 acreditam na existência do demônio, como nos traz o Padre Amorth, no seu livro Exorcismos e Psiquiatras. Algumas citações: (Mat 4, 1.10-11) / (Mac 3, 11) / (Jo 13, 26b-27a).

- vermos demônio em tudo e em todos: este é outro perigo, começamos achar que tudo de ruim que nos acontece é motivado pela sua presença.

- pelo medo: nenhum medo vem de Deus, por isso devemos renunciá-los. Os medos são portas abertas para o inimigo agir em nossas vidas. “O senhor é meu pastor e nada me faltará” (Sl 22, 1).

- Pela culpa, real ou imaginária: o papel de acusador cabe ao demônio (Sl 109,6; Zc 3, 1-2;), (especialmente dos pecados passados), porém não há pecado que Deus não perdoe, “Teus pecados estão perdoados!" (Mc 2,5; Lc 7,48).

- Por nossas emoções (para nos manter voltados para nós mesmos).

- pela mentira, divisão, criar desconfianças, semear desarmonia; deformar, distorcer e aumentar os fatos, de moda a criar um abismo entre os irmãos.

No mundo, Satanás age levando a perdição nas famílias, a desestruturação de governos através da corrupção, da sociedade materialista, da pornografia, do homossexualismo, do adultério, da fornicação e tantas outras formas.

O dia em que o senhor voltará, está próximo, por isso o inimigo tem tentado destruir o plano de Deus (a salvação dos homens) de todas as formas. Será difícil vencer a batalha utilizando pequenas armas, enquanto o inimigo utiliza de canhões. Indubitavelmente a vitória já foi conquistada na Cruz, porém o maligno quer tirar de nós esta vitória, e ele só irá conseguir se nós entregarmos a ele.

É necessário mantê-la conosco, defendendo-nos de seus ataques. “Mas em todas essas coisa somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou” (Rm 8, 37). Essa defesa se dará com poderosas armas espirituais que Deus nos concede:

O Santo Rosário – Pio XI: “Uma arma poderosíssima para pôr em fuga os demônios .... Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas” (Encíclica Ingravescentibus malis,  de 29 de setembro de 1937).

O Jejum – Diz Santo Atanásio: “Queres saber o que o jejum faz? […] Expulsa os demônios e liberta dos maus pensamentos, alegra a mente e purifica o coração”. (INSTRUMENTUM LABORIS).

A Eucaristia – “ela é o antídoto que nos liberta de nossas faltas cotidianas e nos preserva dos pecados mortais”, é p alimento da alma, união verdadeira com Deus, nela encontramos reconciliação e redenção, "Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente” (Joã 7, 51).

A Palavra de Deus – cada palavra da Bíblia está dotado de poder, Jesus curava pelo poder da palavra, se queremos ser curados, libertos, cheios de Espírito de Deus, devemos ter lê-la.

Extraído do livro: Orações de Combate Espiritual, de Alexandre Borges

Padre Antonello responde perguntas sobre o repouso no espírito

Pe Antonello é de origem italiana, ordenou-se sacerdote em seu país natal e veio para o Brasil em 1990, como missionário, percorrendo alguns Estados como Tocantins e Minas Gerais. Veio para São Paulo a convite de Dom Cláudio Hummes, tornado-se Assistente Espiritual do Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica – RCC. Pe Antonello sempre teve muita compaixão pelos mais carentes e por inspiração divina fundou a Comunidade Imaculada do Espírito Santo, que é totalmente voltada ao serviço aos excluídos. Em sua maneira de ser, alegre e extremamente simples, leva por onde passa a misericórdia e o amor de Deus. 
   

O Espírito Santo age de diferentes modos e o repouso no Espírito é um deste modo, pois é um dom. Muitas pessoas perguntam se na bíblia existe algo escrito sobre o repouso no Espírito. Na verdade não existe essa expressão na bíblia, mas podemos ver relatos que remetem a esse fenômeno. Não é necessário que esteja na Palavra o mesmo termo, por exemplo, a palavra assunção não está na bíblia, mas foi definido o dogma da “Assunção de Maria”. Veja o Perguntas e Respostas:

Se não cai no repouso do Espírito está com o demônio?

O Espírito Santo se manifesta de variados modos de acordo com a necessidade, para o bem da comunidade, da igreja, ou seja, a um dá o dom das línguas, a outro o dom da cura, etc. Quando não conhecia esse dom eu, também, ficava assustado, me lembro do Padre Degrandis orando por repouso, achava estranho, mas eu repousava.

Porque a pessoa cai no chão?

Com o passar do tempo vamos criando barreiras, vamos criando defesas e muitas vezes nossos pais vão nos dizendo que não podemos confiar nos outros e por isso muitas pessoas vão se fechando, colocando-se sempre em posição de defesa. Com o repouso no Espírito, Jesus age nesta barreira de defesa em relação ao outro e inclusive de Deus, assim fica mais fácil o Senhor me curar e liberta porque não existe mais resistência.

O que acontece no repouso no Espírito?

Jesus atua profundamente durante o repouso, pois ele conhece nosso coração, ele sabe se deve agir com uma cura física ou emocional, por isso devemos sempre nos abandonar em Jesus. Quem reza pela pessoa não deve ter presa, mas deve ajudar a pessoa a se abandonar sempre mais em Jesus.

O repouso é uma forma de hipnose?

Não, pois na hipnose ou no transe a pessoa não tem mais consciência, ou força de querer ou não, já no repouso a pessoa está consciente de tudo o que está acontecendo.

 Jesus cura fisicamente uma pessoa no repouso?

Sim, outra graça é que sempre a pessoa que sai do repouso experimenta um bem-estar muito grande.

O que devemos evitar?

O escândalo deve ser evitado, me lembro de uma situação em que duas coroinhas repousaram no Espírito durante a missa, isso causou um susto, um espanto.

E se o padre não quiser que façamos o repouso no Espírito durante o grupo de oração?

Não devemos desobedecer o padre local, se o padre pede para não fazer, não façamos, nada impede que você faça na sua casa.

Porque algumas pessoas se agitam durante o repouso?

Normalmente essa tremedeira acontece nas primeiras vezes ou acontecem por dois motivos: primeiro, pode ser que a pessoa viveu um momento emocional muito violente na sua vida, que pode ser durante o ventre da mãe; outra hipótese, um jovem cai durante o grupo de oração e começa a se agitar, este jovem pode ter experimentado uma tentativa de abordo e carrega esse trauma; outras situações são pessoas que se consagraram ao demônio ou participou de práticas ocultas, e começam a se agitar, isso é uma manifestação; essa pessoa deve receber oração por libertação.

Por isso devemos sempre orar pelo repouso no espírito, para que a cura se manifeste cada vez mais em nossas vidas.

Portal Carismático

PROGRAMAÇÃO “ENCONTRAMOS O CRISTO” 2012

A Rádio Canção Nova de Gravatá faz 17 anos e para comemorar essa data tão especial já daremos início esse final de semana com o acampamento de oração Encontramos o Cristo com as presenças (nos 3 dias) de Pe. Roger Luis, Thiago Tomé e Eliana Ribeiro.

Nos 3 dias de eventos todos eles estarão aqui na Canção Nova de Gravatá para essa linda e profunda experiência de encontro com o Cristo.

Depois de conferir a programação desse final de semana, confira também na próxima postagem abaixo a programação da grande festa de aniversário da Rádio no dia primeiro de maio.



PROGRAMAÇÃO:


Acampamento Encontramos o Cristo

Sexta-feira
20:00 – Santa Missa de Abertura

Sábado
08:00 – 08:20 – Louvor
08:20 – 09:15 – Adoração
09:20 – Pregação – “Amor de Deus” / Pecado e Salvação
10:30 – Intervalo
11:00 – Animação
11:15 – Pregação – Fé e Conversão/Senhorio de Cristo
12:30 – Intervalo do Almoço
14:00 – Animação
14:30 – Pregação – “Perdão”
15:30 – Oração de Perdão
16:00 – Intervalo
17:00 – Santa Missa (Pregação :A Profecia do Avivamento)
20:00 – Show “Encontramos o Cristo”

Domingo
08:00- louvor
08:20 – Pregação: Vinda Gloriosa de Jesus – Maranatha
09:30 – Intervalo
10:00 – Santa Missa de Encerramento
12:00 – Intervalo do Almoço
14:30 – Pré lançamento CD Banda São Francisco

Fonte: http://blog.cancaonova.com/gravata/

sábado, 21 de abril de 2012

Acampamento na Canção Nova em Gravatá - PE

Sacerdote para sempre: Foi ordenado na segunda-feira de Páscoa e morreu uma semana depois

O Padre Graham Turner nunca pôde servir em uma paróquia, mas seu testemunho de amor à vocação sacerdotal comoveu aos católicos de Escócia. Uma leucemia agressiva foi causa da sua morte na segunda-feira 16 de abril, apenas uma semana depois de ter sido ordenado “sacerdote para sempre”.

O Padre Turner, de 48 anos de idade, descobriu sua vocação ao sacerdócio na vida adulta. Deixou seu trabalho como programador de computadores e se mudou a uma residência de sacerdotes, onde por cinco anos se encarregou do cuidado dos sacerdotes idosos até ser aceito como seminarista da Arquidiocese de Saint Andrews e Edinburgo.
Estudou em Roma no Beda College e foi ordenado diácono em junho de 2010. Sua ordenação sacerdotal estava prevista para junho de 2011, e esperava esse momento com grande expectativa e alegria. Entretanto, teve que deixá-la para depois porque foi diagnosticado com uma leucemia grave.
Durante o último ano se submeteu a um intenso tratamento contra o câncer que não deu resultados. Ante a gravidade da saúde do sacerdote, seu pai contatou ao Arcebispo do Saint Andrews e Edimburgo, Cardeal Keith O’Brien.
O Cardeal aceitou adiantar o rito da ordenação para Segunda-Feira de Páscoa. Graham Turner foi ordenado sacerdote na capela do Salford Royal Hospital, perto da cidade de Manchester na Inglaterra.
Em uma comovedora Eucaristia na qual chegou numa cama clínica para ser passado a uma cadeira de rodas, o Pe. Turner recebeu a desejada ordenação sacerdotal.
Durante a Missa, em que foi assistido pelos seus enfermeiros, pôde permanecer de pé alguns momentos ao início da liturgia Eucarística, ao lado de seus pais Marilyn e George, e de seus irmãos Ian e Sue.
“Há uma grande tristeza aqui e agora, mas sem dúvida foi importante para Graham ter sido ordenado”, disse Dom Roderick Strange, Reitor do Beda College em Roma, onde o Pe. Turner se preparou para o sacerdócio.
“Embora a ordenação seja para o ministério ativo, isto definitivamente completou um período significativo da vida, do discernimento e do compromisso de Graham. Assim, foi maravilhoso vê-lo já como sacerdote”, acrescentou.
Em sua opinião, “a Missa mesma foi muito comovedora, muito intensa e muito poderosa”.
“Há uma linha no rito da ordenação em que o Bispo lhe diz ao ordenando que modele sua vida no mistério da Cruz de Cristo e acho que definitivamente isso aconteceu na cerimônia”, disse Dom Strange.
Com Graham, continuou, “recordarei o cavalheirismo, o humor, a inteligência, a paciência, a extraordinária força de caráter, e em particular, a fortaleza com a que respondeu e prosseguiu nos últimos 12 meses da sua vida”.
Fonte: ACI Digital

A espiritualidade do músico

O melhor tom para cantar

Qualquer pessoa pode cantar?

Dicas para composição musical

Vou cantar agora, o que faço?

Como evitar voz cansada e rouquidão

Como ministrar a música?

Como afinar o violão?

Qual o meu tipo de voz?

Músicos em ordem de batalha

Em sintonia com o Som que vem do Céu

Série 'Virtudes dos Músicos'

O ministro de música tem senso de melodia, é afinado, tem ritmo, não entra fora do tom. Portanto, se alguém, sabendo dessas características que todo ministro de música necessariamente deve ter, notar que ele não preenche esses requisitos, tem duas saídas: uma é pedir que Deus lhe conceda a acuidade musical; outra é questionar-se profundamente sobre o seu papel no ministério, pois talvez o dom dele não seja o de cantar, mas o de interceder ou de escutar o Senhor e passar para a equipe de música aquilo que o Senhor quer. 

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

Paciência a toda prova

Série 'Virtudes dos Músicos' 

“Os sinais distintivos do verdadeiro apóstolo se realizaram em nosso meio por intermédio de uma paciência a toda prova, de sinais, prodígios e milagres” (II Cor 12,12).

O primeiro detalhe que distingue quem é apóstolo é a paciência a toda prova. Os sinais, prodígios e milagres que seguem o apóstolo de Cristo são o resultado da paciência colocada à prova. 

Toda falta de paciência resulta da falta de amor, pois onde reina o amor, impera a paciência. Da palavra “paciência” podemos tirar duas outras: PAZ e PACIÊNCIA. 

Paciência é saber esperar com esperança, com paz e com conhecimento de que Deus tudo pode realizar em nós e por nós. O servo músico sofre as demoras de Deus sabendo que o tempo do Senhor é melhor que o nosso tempo (cf. Eclo 2,1ss). O ministro de Deus na música tem calma para ensaiar com os fiéis as canções e não se irrita com o desacerto dos outros.

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

Como se preparar para a missão

Série 'Virtudes dos Músicos'

Aquele que serve a Deus na música deve sempre ser uma pessoa em que todos podem confiar, pois tem segurança interior. A assembleia percebe essa segurança nas melodias, pois ele sabe as músicas e todos confiam no seu serviço. Quando vai ministrar uma música, esta já foi objeto de sua reflexão e escuta a Deus.

O ministro de Deus na música prepara-se, antes de se apresentar, com jejuns, penitências, ensaios. Ele trabalha se preparando, pois aquele que vai ministrar sem preparação está tentando a Deus: “Antes da oração, prepara a tua alma, e não seja como um homem que tenta a Deus” (Eclo 18,23).

O Senhor quer que nos preparemos com estudo, penitência e mortificações; Ele quer os nossos cem por cento, pois Ele se doou inteiramente por nós na cruz. Se nos doarmos cem por cento ao Senhor, Ele irá aproveitar tudo o que Lhe dermos e fará muito mais do que imaginamos. Foi como na passagem do menino dos cinco pães e dois peixes, capítulo sexto do Evangelho de São João: “Jesus fez o milagre a partir do que os discípulos lhe ofereceram”. Os cinco pães e dois peixinhos ficaram insignificantes diante das sobras do milagre da multiplicação. Assim também o Senhor quer receber a nossa insignificância, para multiplicar tudo em nós com o Seu poder maravilhoso. 

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

Orante

Série 'Virtudes dos Músicos' 

Rezar por quê?

Ministério de música que não ora logo se desfaz, e o músico que não tem tempo para a oração cai logo. Em diversas ocasiões Jesus mostrou que era homem de oração, tanto que os discípulos Lhe pediram: “Senhor, ensina-nos a rezar, como João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1).

Sempre que o Senhor ia fazer algo importante, sempre que ia se dirigir ao povo para curá-lo, primeiro Ele consultava o Pai:
Mt 14,23: “Subiu a montanha para orar na solidão”.
Mt 26,36: “Assentai-vos aqui enquanto vou orar”.
Mc 1,35: “De manhã, tendo levantado muito antes do amanhecer, ele foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração”.
Mc 6,46: “E despedindo o povo retirou-se ao monte para orar” .
Lc 3,21: “E estando ele a orar o céu abriu” .
Lc 5,16: “Mas ele costumava retirar-se a lugares solitários para orar” 
Lc 6,12: “Passou a noite toda orando” .
Lc 9,18: “Jesus estava a orar a sós” .
Lc 11,1: “Jesus estava a orar e os discípulos lhe pediram: 'Ensina-nos a orar'”.

Vejamos também as atitudes de Cristo ao orar:
Mt 14,23: “Subiu a montanha para orar na solidão”. 
Mt 26,42: “Apresentaram-lhe crianças para que orasse por elas”.
Mt 26,39: “Prostrando com a face por terra, orava”. 
Mc 1,35: “Levantou-se antes do raiar o dia para orar”. 
Lc 9,18: “Estando ele a sós, orava”. 
Lc 22,41: “Ajoelhando-se, rezava”.

O que é oração:
São Gregório de Nissa: “É uma conversa com Deus”.
Santa Teresa: “Orar é falar de amizade, estando muitas vezes falando com quem sabemos que nos ama”.

Todas as vezes em que o músico for ministrar, tem primeiro de consultar o Senhor, ir aos pés do Mestre para escutá-Lo e ter uma conversa íntima com Ele.

No Getsêmani Jesus mostrou por que a oração deve vir acompanhada de vigilância: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).

O maior sentido da oração é saber a vontade de Deus, escutá-Lo, adorá-Lo, buscá-Lo como fonte para nossa alma sedenta. Se formos ministros sem oração, fatalmente não saberemos nem faremos a vontade do Senhor.

Na introdução da Parábola do Juiz iníquo, São Lucas nos revela claramente a necessidade de orar sempre: “Propôs-lhe Jesus uma parábola para mostrar a necessidade de orar sempre, sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1).

Na parábola seguinte Jesus mostra que aquele juiz mau atendeu os pedidos daquela viúva, não para lhe fazer justiça, mas por causa da perseverança e insistência da mulher e para ficar livre de suas importunações. O Mestre nos faz lembrar que Deus não é um juiz corrupto, mas um Deus disposto a atender os filhos e recompensar aqueles que estiverem perseverando insistentemente na oração. 

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

Comprometido e Desapegado

Ministério de música não é hobby, mas deve ser assumido como prioridade. O servo de Deus na música deve ser perseverante, não faltar aos seus compromissos sem um motivo justo e manter a palavra dada. Quem é comprometido e responsável não chega no meio da reunião, não sai antes de terminar o evento onde se encontra.

Da mesma forma, o músico comprometido com Deus escuta uma palestra e sabe transmiti-la adiante, não fica alheio aos ensinamentos enquanto não está ministrando a música, pois o seu compromisso é com Jesus e não com as pessoas. 

O servo de Deus na música não usa desta para proveito próprio, pois sua causa é servir os irmãos com seu trabalho. Sabe que é uma missão muito importante que está executando para o bem dos irmãos, que está comprometido com a causa de levar Jesus ao irmão por meio da música e que não deve buscar em primeiro lugar os próprios interesses, mas os do irmão: “Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo” (I Cor 10,24).

Desapegado

O músico deve ser desapegado dos bens materiais; ele não é o dono das próprias coisas, mas um administrador dos bens que Deus lhe confiou a guarda: “Porque nada trouxemos ao mundo, como também nada podemos levar” . 

Aquele que é desapegado sabe doar, pois segundo São Paulo, são palavras do próprio Jesus: “É maior felicidade dar que receber” (At 20,35).

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

Promotor do diálogo

 “O sábio permanece calado até o momento oportuno, mas o leviano imprudente não espera a ocasião” (Pr 20,7).

O ministro da música é aquele que fala na hora certa, que sabe escutar, que não fala nos momentos impróprios, mas espera a ocasião para falar.

Muitas vezes, podemos falar tudo certo, mas no momento inoportuno, por isso, as palavras que lançamos tornaram-se pérolas atiradas aos porcos.

Da mesma forma, aquele que serve a Deus no canto deve saber ouvir o irmão e acolher sua sugestão. Todas as vezes em que falamos para ferir o irmão, nossas palavras não são instrumento de Deus, mas do mal. Nosso motivo para falar deve ser o amor, mesmo se o irmão necessitar de exortação. Se falarmos com amor ele acolherá nossas palavras.

O servo de Deus na música não deve ter o vocabulário carregado de palavrões nem contar piadas indecentes, pois: “O que mancha o homem não é o que entra nele, mas o que sai dele” (Mt 15,18). E ainda: “Nenhuma palavra má saia de vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que o ouvem” (Ef 4,29). Assim como: “Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças” (Ef 5,4).

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

Promotor da Reconciliação

Série Virtudes dos Músicos

O Documento de Puebla n. 205 nos diz:
“Quem, ao evangelizar, exclui de seu amor ainda que seja uma única pessoa, não possui o Espírito de Cristo”.

O músico é o evangelizador no canto, por isso, se ele excluir do seu coração uma pessoa que seja, ele não estará sendo guiado pelo Espírito Santo. O ministro da música deve ser não somente aquele que perdoa, mas o que promove a reconciliação: “Se estás, portanto, para fazer tua oferta diante do altar e te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão: só então vem fazer a tua oferta” (Mt 5,23-24).

O ministro de música é aquele que vai ao irmão para promover a reconciliação e a paz, independentemente de estar ou não com a razão, pois o próprio Jesus foi levado à cruz sem pecado algum. No alto da cruz Cristo possuía todos os argumentos humanos para não perdoar, porém, disse aos que O haviam crucificado: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,24).

Quem está no campo da música para servir a Deus é inconcebível que esteja à frente com o coração sem perdão. É melhor parar, voltar atrás e pedir forças a Jesus para conseguir reconciliar-se com o irmão.

Obediência e Disposição

Série Virtudes dos Músicos

 
Samuel repreendeu o rei Saul por ele ter desobedecido a Deus, pois este preferiu seguir suas inspirações e não as do Senhor: “Acaso o Senhor se compraz tanto nos holocaustos e sacrifícios como à obediência à sua voz? A obediência é melhor que o sacrifício e a submissão vale mais que a gordura dos carneiros. A rebelião é tão culpável quanto a superstição; a desobediência é como o pecado da idolatria” (I Sm 15,22-23).

O ministro de música deve ser obediente ao corpo hierárquico da Igreja. Cristo é a cabeça e nós, Sua Igreja, somos os membros d'Ele. Nenhum membro pode existir separado do corpo, do contrário morre. Assim o músico deve estreitar os laços de amizade e respeito com o seu pároco e seu bispo.

Além da obediência ao corpo constituído da Igreja, deve o músico obedecer ao seu coordenador com amor e solicitude.

A Disposição qualidade que deve sempre existir no músico, pois ele deve estar sempre disposto a servir. Ministério é servirço, por isso, se o músico não possuir o desejo de servir onde quer que sua presença seja necessária, ele não cumpre o papel a que foi chamado.

“Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens” (Col 3,23).

Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus

Série Virtudes dos Músicos - Humildade

A verdadeira humildade é ser sempre obediente a Deus, pois dessa forma não nos sentimos donos do outro. Somente somos humildes quando dependemos de Deus, quando fazemos a vontade do Senhor em detrimento dos nossos planos.

Um dia, uma repórter norte-americana, ao ver o trabalho de Madre Teresa de Calcutá, observando seu humilde trabalho de socorrer os moribundos de Calcutá, e notar que muitos dos que eram socorridos morriam, perguntou à pequenina freira: “Madre, a senhora não fica frustrada de ver que não está tendo muito sucesso?” Então ela respondeu: “Minha filha, eu não estou aqui para fazer sucesso, mas para fazer a vontade de Deus”.

A verdadeira humildade é fazer a vontade de Deus e não a nossa. É fazer tudo para o Senhor aparecer no nosso lugar, a tal ponto de poderem dizer, como João Batista o fez, quando lhe contaram que Jesus estava fazendo mais milagres do que ele: “Importa que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30).

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

A Tentação do Músico

Introdução: A Tentação do Músico


Por meio de alguns personagens bíblicos, tentaremos traçar quais áreas em que o músico cristão é tentado, para que, a exemplo deles, possamos pedir a Deus a força necessária para sair das tentações.

O que nos consola é que o próprio Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, foi tentado, mas venceu toda a tentação, para servir de intercessor nosso diante do Pai: “Porque não temos não temos n'Ele um pontífice incapaz de compadecer-se de nossa fraqueza. Ao contrário, passou pela mesmas provações que nós, com exceção do pecado” (Hb 4,15).

É o próprio Jesus que nos consola diante das aflições deste mundo: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

São Paulo ensina-nos que Deus permite a tribulação por um motivo, que é o de produzir em nós a paciência, a fidelidade e a esperança: “Pois a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade, e a fidelidade, comprova, produz a esperança. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espirito Santo que nos foi dado” (Rm 5,3-5).

É por meio da tentação, do sofrimento e das tribulações que seremos considerados fiéis e obedientes. Essa é a didática de Deus, ou seja, a de permitir que aprendamos por meio dos sofrimentos, que abracemos todos os dias a cruz e sigamos nosso caminho. Se Deus, na Sua infinita sabedoria, escolheu o caminho do sofrimento para ensinar a Jesus, não há dúvida de que este também será o caminho nosso para aprendermos a obedecer a Deus Pai e fazer a Sua vontade.

É um grande conforto saber que o Todo-poderoso é fiel e não permite que sejamos tentados além de nossas capacidades humanas de resistência. O Senhor não diz que retirará a tentação de nossa vida, mas que nos dará os meios de suportar, de aguentar e sair desse mal [tentação]. Será por intermédio desses meios dados pelo Senhor que sairemos da tentação. Os meios de sair dela são humanos, mas dados por Deus.

Iniciaremos, a partir desta semana, uma série sobre os personagens bíblicos que passaram por essa situação e conseguiram vencê-la; não só trataremos as consequências da tentação, mas tentaremos ir até as suas causas, traçando assim um paralelo importante para nossa vida cristã a serviço do ministério de música.

Trecho extraído do Livro: "Formação Espiritual de Evangelizadores na Música" de "Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus"
 

Salmos Dominicais


Acesse o link abaixo e faça o downloard dos Salmos

http://podcast.cancaonova.com/canal.php?id=132

Como diferenciar a voz de Deus da voz do mundo?

Como discernir se é realmente Deus que nos fala? Como separar a voz de Deus de nossas próprias inclinações? Como separar o que vem de Deus e o que procede de nossa vontade carnal? Como descobrir se estou sendo influenciado pela voz do espírito humano ou pelo espírito maligno? Como separar estes três tipos de sopros que podem existir dentro de nós?

É muito importante para o músico saber separar estes três tipos de sopros, pois então deste modo ele estará executando realmente um canto vindo do coração de Deus. [...]

O modo mais eficaz para ter discernimento é sendo íntimo de Deus. Se fôssemos íntimos de Deus, descobriremos facilmente a Sua voz e a saberemos diferenciar de todas as vozes que gritarem ao mesmo tempo querendo nos influenciar e dirigir.

Muitas vezes, servimos e não sabemos o que Deus quer, pois não O buscamos na oração, não treinamos nossos sentidos espirituais para escutar a voz d'Ele.
Isso é discernimento: Discernimento é saber diferenciar a voz de Deus da voz do mundo.

É difícil para o músico escutar, a maioria é dispersiva. Na hora em que o Senhor quer falar, muitas vezes, ele está afinando o instrumento ou cochilando. Grande parte dos músicos, no momento da escolha das músicas, em vez de escutar o Senhor, prefere seguir seu gosto musical, deixando assim de apresentar o que o Senhor quer. Satisfazem o desejo humano e atrapalham a obra de Deus Pai.

O músico precisa ficar atento, escutando com amor amor as palestras, com os sentidos espirituais aguçados para a letra das canções, estando prontos para apresentar o canto certo no momento certo. Isso só acontecerá se ele [músico] se tornar íntimo de Deus, se não se deixar levar pelos impulsos da emoção.[...] 

O servo de Deus na música que procura o discernimento saberá trabalhar eficientemente com os carismas. Saberá usar os dons de Deus de acordo com o que Ele quer. Não adianta sermos instrumentos de cura divina se não temos o discernimento. Não adianta termos um dom de pregar que deixe todos suspensos, se não usarmos este dom com discernimento; ele fará mais males do que bem. O dom divino, quando usado sem discernimento, mais atrapalha do que ajuda, mais destrói do que constrói. Basta que olhemos um pouco para o início da nossa conversão: no afã de fazermos com que nossos parentes e amigos experimentassem a Deus, em vez de os convertermos nós os espantamos e criamos barreiras para Deus entrar, barreiras estas que talvez persistam até hoje. Nossa falta de discernimento quanto ao uso dos dons no início da nossa conversão pode ter feito mais estragos que pensamos. [...]

Existem muitos ministérios que não fizeram uma parada séria para saber o que Deus quer deles. Fazem toda uma programação anual sem consultar o Senhor. Escolhem suas atividades segundo suas vontades. Tocam e cantam a música divina sem ligar para o Autor delas. Reúnem-se para ensaiar e nem lembram de buscar a oração, o que é mais necessário: a presença de Deus. Existem muitos ministros de músicas causando mais confusão do que construindo um canto cristão ordeiro e frutuoso.
Por isso é preciso que todo aquele que serve a Deus na música pare um pouco. 

Pare! Faça uma reflexão a respeito de sua vida de intimidade com o Senhor. Faça também um retiro espiritual com todo o seu conjunto musical cristão sobre sua programação, seu objetivo de vida, seu serviço na Igreja. Busque o discernimento para sua vida pessoal para o serviço comunitário.

Comece agora, antes que seja tarde!

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

Como animar um retiro?

“Esta é uma pergunta bem interessante e que gera certo frio na barriga, porque quando somos chamados para animar um retiro já criamos aquela expectativa. A primeira coisa a ser destacada: é preciso saber qual será o tema do retiro, o cronograma dele e a que tipo de público ele será direcionado e os direcionamentos das palestras desse encontro, ou seja, a moção geral do retiro, os direcionamentos de Deus. Para que nós, como músicos, possamos começar a trabalhar o lado espiritual, para a condução daquele retiro. E a partir de tudo o que a organização nos passar, vamos rezar, ler as passagens bíblicas indicadas, nos preparar e a partir disso vamos pensar em algumas músicas, ver os momentos e as experiências de oração para que possamos rezar por cada momento.

Uma coisa muito importante é que o músico tenha um coração atento e preparado para acolher qualquer tipo de público, porque nem sempre nós pegamos o mesmo tipo de público. O músico precisa estar muito bem preparado para poder saber animar quando o público já é animado ou também para saber animar quando ele não é tão animado assim.

O músico precisa estar com o coração muito voltado a Deus, muito cheio do Espírito Santo para que possa conduzir esse povo e levá-lo para uma grande experiência de louvor, de alegria, de oração. 

O ministro de música precisa aprender ir aos extremos de forma rápida e fácil: extremos de alegria, de pôr todo o mundo a cantar, mas, também, o extremo de fazer as pessoas rezarem. O retiro não pode ser conduzido só com a oração ou somente com o louvor; precisa ser um misto dessas duas coisas; ele pede momentos fortes de oração, momentos fortes de reflexão, e também momentos de muita alegria e de louvor. Então isso tudo é muito importante. 

Essas são as minhas dicas para você animar um retiro se você ou o seu ministério forem convidados para fazê-lo, preparem-se, partilhem e conversem e não se esqueçam: as armas do músico precisam ser o jejum, a oração, a adoração ao Santíssimo, a confissão e a busca pela Eucaristia. 

E junto com tudo isso, deve haver toda a parte técnica dos ensaios da preparação espiritual e até mesmo das músicas que vocês vão escolher. Esse é um resumo que vocês podem fazer para animar um retiro. E vão em frente porque é o Espírito Santo que os guia!”

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Exercícios práticos para a Cura



Grande é o poder da misericórdia divina



Deus nos convida a amar nosso próximo



Perseverantes na Divina Misericordia



A determinação de um homem simples que se tornou Papa

Mirticeli Medeiros
Da Redação

O Papa Bento XVI completa 85 anos, nesta segunda-feira, 16, dos quais sete são dedicados à cátedra de Pedro até o presente momento.

O alemão tímido que da sacada principal da Basílica de São Pedro se dirigiu ao mundo em seu primeiro pronunciamento como Papa, com a surpreendente expressão: “Sou um humilde servo na vinha do Senhor”, já conquistou o mundo através de seus discursos dotados de precisão, profundidade e espiritualidade. De fato, uma marca deste pontificado é a ‘simplificação da teologia’, ao passo que cada cristão é capaz de compreender verdades profundas através de palavras simples.

“Da coerência e da constância de seus ensinamentos, aprendemos sobretudo que a prioridade de seu serviço à Igreja e à humanidade é orientar nossas vidas a Deus”, disse o porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi.

O Papa, as pessoas e algumas curiosidades

Todas as manhãs, logo cedo, Bento XVI inicia suas atividades com a celebração da Santa Missa. Entre os muros do Palácio Apostólico, um Papa que faz suas orações cotidianas sem se esquecer, todavia, das intenções dos fiéis que lhe enviam pedidos de oração. De acordo com um de seus secretários particulares, a sensibilidade do Pontífice diante do sofrimento humano é tamanha, que todas as intenções de oração a ele confiadas pelos fiéis são depositadas no genuflexório onde ele reza todas as manhãs. Ainda como forma de atenção às pessoas, ele repassa, a cada terça-feira, com um gravador na mão, um dia antes da catequese, todas as saudações em várias línguas, as quais ele profere na Praça de São Pedro no dia seguinte. Um Papa que gosta de gatos, de música e que se considera um ‘mendigo diante de Deus’, quando reza:  esta é a personalidade de Bento XVI caracterizada pela simplicidade, coerência, gentileza e determinação.

“Desde o início meu irmão sempre foi para mim não somente um companheiro, mas também uma direção confiável. Foi para mim um ponto de orientação e referência com a clareza e a determinação nas suas decisões. Ele me mostrou o caminho a seguir, mesmo em situações difíceis”, disse monsenhor Georg Ratzinger, irmão do Papa, em entrevista ao jornal italiano Il Giornale.

O Papa e os desafios do Pontificado

Bento XVI, cujo nome de batismo é Joseph Ratzinger, jamais imaginou que chegaria à Sé de Pedro. No livro-entrevista “Luz do Mundo”, no qual ele responde a várias perguntas do jornalista alemão Peter Seewald, ele confessa que teve medo após o término do Conclave e não se sentia capaz de assumir a função de Sucessor de Pedro. Mesmo diante da insegurança inicial, Bento XVI trouxe a força de sua personalidade para o Pontificado: com determinação, assumiu como meta combater o relativismo e levar os católicos às bases da fé.

“Com Bento XVI aprendemos que a fé e a razão se ajudam mutuamente na busca da verdade e respondem às expectativas e dúvidas de cada um de nós e de toda a humanidade; que a indiferença a Deus e o relativismo são riscos gravíssimos de nossos tempos”, afirmou Padre Lombardi.

O Papa na ótica do Brasil

Os cardeais brasileiros criados nos últimos três Consistórios convocados por ele (ao todo foram quatro) também se surpreendem com a personalidade do Santo Padre. Dom Odilo Pedro Sherer, cardeal arcebispo de São Paulo, expressa quem é a pessoa Bento XVI a partir de sua experiência pessoal.

"É um homem simples, muito educado, cordial, respeitoso, atento às pessoas, alguém preocupado com quem esta com ele à sua frente. Vejo o Papa como um homem simples, humilde, sábio, um homem de Deus", enfatizou.

Fonte: cancaonova.com

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Por oito votos a dois, STF confirma posição a favor da interrupção de gestação de feto anencéfalo

Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual
Publicado em 12/04/2012, 19:55
Última atualização às 20:23
     
 O ministro Celso de Mello citou declarações 
internacionais sobre os direitos sexuais e reprodutivos 
da mulher (Foto: Nelson Jr./STF)

São Paulo – O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu na noite de hoje (12) o julgamento favorável à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 54, protocolada em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS). A entidade defende a descriminalização do aborto, nesse caso chamado de antecipação terapêutica do parto, quando se tratar de gestação de feto anencéfalo. Foram oito votos a favor e dois contrários.

Votaram com Marco Aurélio Mello, relator do processo, os ministros Celso de Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Carmen Lúcia Antunes Rocha, Ayres Britto e Gilmar Mendes. Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso se votaram improcedente a ação. Dias Toffoli se declarou impedido de votar.

Em seu voto, Celso de Mello citou declarações internacionais que defendem os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, mencionou consensos médicos que consideram o feto anencéfalo como natimorto e defendeu que a gestante e os profissionais de saúde que a auxiliem no processo de antecipação terapêutica do parto não sejam criminalizados.

Para a antropóloga Débora Diniz, professora da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora da Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, o julgamento abre um amplo debate sobre direitos reprodutivo. “Estou confiante de que o STF vai reconhecer o direito das mulheres de decidir como conduzir uma experiência tão traumática como essa”, diz Debora. 

No seu entender, o STF está reconhecendo o direito de escolha da mulher, seja para manter a gestação ou antecipar o parto. “É a primeira vez que a Corte fala sobre direitos reprodutivos das mulheres, em que o aborto é uma questão central na sociedade brasileira”. 

Segundo a antropóloga, apesar da regulamentação do aborto legal em casos de risco à vida da gestante ou de estupro, muitas mulheres ainda passam por constrangimentos, como terem de recorrer ao Ministério Público, a uma delegacia ou ao Instituto Médico Legal.

Lenise Garcia, professora da UnB e presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto, lamenta o posicionamento do STF. A decisão, no entanto, não desanima. “Continuaremos trabalhando pela conscientização da sociedade sobre o direito à vida que os fetos anencéfalos também têm”.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/04/stf-tem-oito-votos-favoraveis-a-interrupcao-da-gestacao-de-feto-anencefalo 

Aborto de anencéfalos: sete ministros são favoráveis

Jéssica Marçal
Da Redação

Com o voto favorável do ministro Gilmar Mendes, agora há pouco, são sete votos favoráveis e um contrário à descriminalização do aborto de bebês anencéfalos, assunto em julgamento no Supremo Tribunal Federal.  A sessão começou ontem, 11, foi retomada por volta de 14h desta quinta-feira, 12, e foi suspensa agora há pouco, devendo retornar em 20 minutos. 

Em suas considerações iniciais, Gilmar Mendes criticou a ausência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Organizações não-governamentais (Ongs) como partes da ação. “Essas entidades são quase que colocadas no banco dos réus como se estivessem fazendo algo de indevido e não estão”, ressaltou o ministro. 

Mendes seguiu o voto da maioria dos ministros. Ele afirmou que o aborto de anencéfalos está entre os dois casos de aborto já previstos no Código Penal. Para ele, isso pode ser considerado uma omissão legislativa que não condiz com o próprio Código Penal. 

“Não parece tolerável que se imponha à mulher esse tamanho ônus à falta de um modelo institucional adequado para resolver esta questão”, disse o ministro.

Antes de Mendes, votou o ministro Ayres Britto que, assim como Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia, se posicionou a favor do aborto de anencéfalos. Até agora, o único voto contrário foi o do ministro Ricardo Lewandoswki. 

Para Britto, o bebê anencéfalo não terá condições de desenvolver-se como vida humana. “O feto anencéfalo é um crisálida que jamais, em tempo algum, chegará ao estágio de borboleta porque não alçará voo jamais”, disse o ministro. Ele também ressaltou que é sagrado o direito da mulher em escolher se deseja ou não levar sua gravidez adiante, uma vez consciente da anencefalia da criança. 

Ainda faltam os votos dos ministros Celso de Melo e Cezar Peluso. No total, apenas dez ministros vão votar, já que Antônio Dias Toffoli está impedido de dar o seu voto porque se posicionou favorável à questão quando era advogado-geral da União. 

Os ministros ainda podem mudar o seu voto até que o presidente anuncie o resultado final da votação.

Fonte: cancaonova.com

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vigilia Pela vida

O Governo Brasileiro está tentando mais uma vez aprovar o aborto de crianças ancefálicas, crianças nascidas sem cérebro, alegando, desavergonhadamente e falsamente que estas crianças não sobrevivem, o que é mentira é claro.

Toda mãe que pratica o aborto é assassina, e mais que tudo agride um inocente que não pode defender-se e maltrata violentamente seu próprio corpo, mais que mostruosidade é burrice, por isso para defender a vida, a Igreja realiza protestos, e realizou ontem as virgílias pela vida em todo Brasil, os bispos pediram ao povo que resassem pela não-aprovação dessa lei, nós podemos fazer pouco, mas o senhor pode mais, por isso estamos pedindo as pessoas que resem hoje contra a aprovação dessa lei, a Igreja brasileira clama ao senhor que defenda a vida dos pequenos, divulgue a campanha e rese hoje, nem que seja uma ave-maria pela vida desses bebês...

terça-feira, 10 de abril de 2012

Anencefalia: Pais testemunham sua fé.


Dia 11 de abril de 2012, o Supremo Tribunal Federal vai julgar a polêmica ação que permitirá ou não o aborto em caso de feto com má-formação no cérebro. De um lado, a ciência argumenta que bêbes com esse diagnóstico são incompatíveis com a vida. De outro, os pais que defendem o direito de seus filhos especiais à vida. É o caso de Vitória, que não só sobreviveu ao parto, mas hoje com 2 anos, continua supreendendo a ciência que nem sempre consegue explicar o milagre da vida.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Maria e a ressurreição de Cristo

“Rainha do céu, alegra-te. Aleluia!”

Depois da deposição de Jesus no sepulcro, Maria “é a única que permanece a ter viva a chama da fé, preparando-se para acolher o anúncio jubiloso e surpreendente da ressurreição” (Alocução da Audiência geral, L’Osserv. Rom. ed. port., 6/4/96, pág. 12). A espera vivida no Sábado Santo constitui um dos momentos mais altos da fé da Mãe do Senhor: na obscuridade que envolve o universo, Ela entrega-se plenamente ao Deus da vida e, recordando as palavras do Filho, espera a realização plena das promessas divinas.

Os Evangelhos narram diversas aparições do Ressuscitado, mas não o encontro de Jesus com a sua Mãe. Este silêncio não deve levar a concluir que, depois da Ressurreição, Cristo não tenha aparecido a Maria; convida-nos, ao contrário, a procurar os motivos dessa escolha por parte dos evangelistas.

Supondo uma “omissão”, ela poderia ser atribuída ao fato de que tudo o que é necessário para o nosso conhecimento salvífico é confiado à palavra de “testemunhas anteriormente designadas por Deus” (At. 10, 41), isto é, aos Apóstolos que, “com grande poder”, deram testemunho da Ressurreição do Senhor Jesus (cf. At. 4,33). Antes de aparecer a eles, o Ressuscitado apareceu a algumas mulheres fiéis por causa da sua função eclesial: “Ide dizer a Meus irmãos que partam para a Galileia, e lá Me verão” (Mt. 28,10).

Se os autores do Novo Testamento não falam do encontro da Mãe com o Filho Ressuscitado, isso talvez seja atribuível ao fato de que semelhante testemunho poderia ser considerado, por parte daqueles que negavam a Ressurreição do Senhor, muito interessado e, portanto, não digno de fé.

Os Evangelhos, além disso, referem um pequeno número de aparições de Jesus Ressuscitado, e não certamente o relatório completo de quanto aconteceu nos 40 dias após a Páscoa. São Paulo recorda uma aparição “a mais de quinhentos irmãos, de uma só vez” (cf. I Cor. 15, 6). Como justificar que um fato conhecido por muitos não seja referido pelos Evangelistas, apesar de seu caráter excepcional? É sinal evidente de que outras aparições do Ressuscitado, embora estivessem no elenco dos notórios fatos ocorridos, não tenham sido mencionadas. Como poderia a Virgem, presente na primeira comunidade dos discípulos (cf. At. 1, 14), ter sido excluída do número daqueles que se encontraram com o seu divino Filho, ressuscitado dos mortos?

É antes legítimo pensar que, de modo semelhante, a Mãe tenha sido a primeira pessoa a quem Jesus Ressuscitado apareceu. A ausência de Maria do grupo das mulheres que ao alvorecer se dirige ao sepulcro (cf. Mc. 16, 1; Mt. 28, 1), não poderia talvez constituir um indício do fato de Ela já se ter encontrado com Jesus? Esta dedução encontraria confirmação no dado que as primeiras testemunhas da ressurreição, por vontade de Jesus, foram as mulheres, que tinham permanecido fiéis ao pé da cruz e, portanto, mais firmes na fé. Com efeito, a uma delas, Maria de Mágdala, o Ressuscitado, confia a mensagem a ser transmitida aos Apóstolos (cf. Jo. 20,17-18). Também este elemento consente talvez pensar em Jesus que aparece em primeiro lugar à sua Mãe, Aquela que permaneceu a mais fiel e, na prova, conservou íntegra a fé.

Por fim, o caráter único e especial da presença da Virgem no Calvário e a sua perfeita união com o Filho, no sofrimento da cruz, parecem postular uma sua particularíssima participação no mistério da ressurreição. Sedúlio, um autor do século quinto, afirma que Cristo Se mostrou no esplendor da vida ressuscitada, antes de tudo, à própria Mãe. Com efeito, aquela que, na anunciação, tinha sido a via do Seu ingresso no mundo, era chamada a difundir a maravilhosa notícia da ressurreição, para se fazer anunciadora da Sua vinda gloriosa. Inundada assim pela glória do Ressuscitado, a Santíssima Virgem antecipa o “resplendor” da Igreja (cf. Sedúlio, Carmen Pascale, 5, 357-364, CSEL 10, 140 s.).

Sendo imagem e modelo da Igreja, que espera o Ressuscitado e que no grupo dos discípulos O encontra durante as aparições pascais, parece razoável pensar que Nossa Senhora tenha tido um contato pessoal com o Filho Ressuscitado, para gozar também ela da plenitude da alegria pascal.

Presente no Calvário durante a Sexta-Feira Santa (cf. Jo. 19, 25) e no cenáculo, no Pentecostes (cf. At. 1, 14), a Virgem Santíssima foi provavelmente testemunha privilegiada da Ressurreição de Cristo, completando desse modo a sua participação em todos os momentos essenciais do mistério pascal. Ao acolher Jesus Ressuscitado, Maria é, além disso, sinal e antecipação da humanidade, que espera obter a sua plena realização mediante a ressurreição dentre os mortos.

No tempo pascal a comunidade cristã, ao dirigir-se à Mãe do Senhor, convida-a a alegrar-se: “Regina caeli, laetare. Aleluja!”, “Rainha do céu, alegra-te. Aleluia!”. Recorda assim a alegria de Maria pela Ressurreição de Jesus, prolongando no tempo o “alegra-te” que lhe fora dirigido pelo Anjo na anunciação, para que se tornasse “causa de júbilo” para a humanidade inteira.

Beato João Paulo II