domingo, 18 de abril de 2010

Pulseiras do Sexo


O uso e venda da 'pulseira do sexo' em Londrina foram proibidos pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Ademir Ribeiro Richter. Ele disse que a decisão foi tomada depois da denúncia de estupro de uma adolescente de 13 anos, que estaria usando o acessório.

À primeira vista, uma colorida pulseira de plástico nos pulsos de crianças parece inocente.

Mas na realidade elas são um código para as suas experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até ao sexo propriamente dito.
Poderia confundir-se com mais uma daquelas modas que pega, uma vez que é usado por milhares em várias escolas primárias e preparatórias no Reino Unido e custam apenas uns centavos em qualquer banca ao virar da esquina.

Mas as diferentes cores das ditas pulseiras de plástico – preto, azul, vermelho, cor-de-rosa, roxo, laranja, amarelo, verde e dourado – mostra até que ponto os jovens estão dispostos a ir, se proporcionar, desde dar um beijo até fazer sexo.

Andam uns atrás dos outros nos recreios das escolas, na tentativa de rebentar uma das pulseiras. Quem a usava terá de “oferecer” o ato físico a que corresponde à cor. É o “último grito” do comportamento promíscuo que sugere, cada vez mais, que a inocência da infância pertence a um passado distante.

As “pulseiras do sexo”, que custam apenas um euro (um pacote com várias), têm um custo maior que foge ao alcance de muitos pais.

Vamos citar alguns significado das cores do sexo:

» Amarela – é a melhor porque significa das um abraço no rapaz;
» Laranja – significa uma “dentadinha do amor”;
» Roxa – já dá direito a um beijo com língua;
» Cor-de-rosa – a menina tem de lhe mostrar os seios;
» Vermelha – tem de lhe fazer uma lap dance (dança erótica);
» Verdes – são as dos chupões no pescoço;
» Preta – significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira;
» Dourada – fazer todos citados acima

Existem mais cores com coisas piores, não vou citar aqui para não chocar ainda mais.
Vamos alertar nossos filhos, sobrinhos, netos, parentes e amigos, não usem as pulseiras do sexo

Juntos vamos lutar contra este mal em nossas comunidades.

sexta-feira, 19 de março de 2010

A ressurreição do Senhor deve encher o nosso coração de júbilo indescritível e de alegre esperança.

Por: Reinaldo Beserra dos Reis

Em todas as suas festividades litúrgicas, a Igreja não cessa de nos ensinar que o que se celebra nessas ocasiões é sempre algum aspecto proveniente de uma missão, do Filho ou do Espírito (que são as duas pessoas da Trindade com missões entre os homens). Mas a honra, a adoração, a celebração devem, na verdade, dirigir-se e homenagear as três Pessoas conjuntamente, pois que “todas as vezes que age para fora de si” (ad extra), Deus o faz, inevitavelmente, pelo operar de Sua tri-unidade.

Assim também, do acontecimento pascal, pode-se, com segurança teológica e doutrinária, afirmar que se trata de um acontecimento da história trinitária de Deus, embora se atribua – e se evidencie – um desempenho singular da parte do Senhor Jesus. A ressurreição é também história do Pai, porque, como nos relata as Escrituras, é antes de tudo uma iniciativa d’Ele, do Pai; “Deus o ressuscitou” (At 2, 24), repete por diversas vezes a Palavra. Mas ela – a ressurreição – é também a história do Filho: “Cristo ressuscitou” (cf. I Ts 4, 14; I Cor 15, 3-5; Rm 8, 34; Mc 16, 4; Mt 27, 64; etc.). E mesmo antes de Sua Páscoa, Jesus já tinha essa consciência de seu papel na ressurreição: “Destruam este templo e em três dias Eu o levantarei” (...). “E Ele falava do templo do seu corpo” (Jo 2, 19-21). E, por fim, podemos também constatar que a ressurreição é a história do Espírito, por cujo poder o Cristo foi ressuscitado. “Morreu segundo a carne, mas foi vivificado segundo o espírito” (I Pd 3, 18). E mais: “Segundo o Espírito de santidade, foi estabelecido Filho de Deus no poder pela ressurreição dos mortos” (Rm 1, 4).

Páscoa, História da Trindade, pois, mas que tem no centro a figura singular do Homem-Deus, Jesus de Nazaré. E é na figura de Jesus de Nazaré que a nossa história cruza os limites do tempo e incita sua caminhada de vitória rumo a novos céus e a nova terra, que nunca passarão. Embora a ressurreição de Jesus seja um evento trans-histórico, ocorrido séculos atrás, ele é de fato um acontecimento que vai muito além de um simples fato histórico, pois o poder e os efeitos de Sua ressurreição permanecem fluindo através da vida do seu povo desde a aurora radiante daquela nova Páscoa.

Nós, que cremos e somos batizados, recebemos aquela “incomensurável grandeza de Seu poder”, que Deus “manifestou na pessoa de Cristo, ressuscitando-O dos mortos e fazendo-O sentar-se à sua direita no céu” (Ef 1, 19-20).

O grande motivo de celebrarmos a ressurreição do Senhor, o fato primeiro que deve encher o nosso coração de júbilo indescritível e de alegre esperança, é este: o grande milagre da Páscoa não é apenas a certeza de que Jesus ressuscitou, mas... de que nós também seremos ressuscitados Nele, com Ele, e por Ele! Aleluia, pois: a morte morreu! A vida eterna existe, e nos é possível; é a nossa herança em Jesus. Pois “se Aquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará a vida em vossos corpos mortais, pelo Seu Espírito que habita em vós (Rm 8, 11). “Deus, como ressuscitou o Senhor, também ressuscitará a nós pelo seu poder (I Cor 6, 14), Aleluia!

Possa o Espírito Santo aprofundar em nós, por nossa participação na celebração desta Páscoa do Senhor, o sentido e o alcance de Sua ressurreição, a fim de podermos com certo “orgulho espiritual”, dizer, com fé e alegria: “Onde esta, ó morte, a tua vitória?” (I Cor 15, 55a)


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Pe Pio - O servo de Deus


Biografia

Padre Pio nasceu em 25 de maio de 1887 na localidade de Pietrelcina, muito próxima à cidade de Benevento. Foi um dos sete filhos de Grazio Forgione e Maria Giuseppa De Nunzio.

Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, que os via constantemente devido a tanta familiaridade. Ainda pequeno havia se tornado amigo do seu anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho. Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu anjo da guarda, estreitando assim a intimidade dos fiés para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.

Com quinze anos de idade entrou no noviciado em Morcone adotando o nome de "frei Pio"; concluído o ano de noviciado, formulou os votos simples em 1904; em 1907 formulou a profissão dos votos solenes. Frequentou estudos clássicos e filosofia. Foi ordenado padre em 10 de agosto de 1910 no Duomo de Benevento.

Aos casos mais urgentes e complicados o frade de Pitrelcina dizia: "Estes só Nossa Senhora", tamanha era a sua confiança na sua maezinha do céu a quem ele tanto amava e queria obter suas virtudes.

Percebendo que a sua missão era de acolher em si o sofrimento do povo, recebe como confirmação do Cristo os sinais da Paixão em seu próprio corpo. Estava aí marcado em si mesmo a sua missão. Deus o queria para aliviar o sofrimento do seu povo. Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por este sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiés e libertá-los das garras do Demônio que era conhecido por ele como "barba azul". Torturado, tentado e testado muitas vezes por este, sabia muito da sua astúcia no seu afã em desviar os filhos de Deus do caminho da fé.

Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de Construir um grande hospital, o tão conhecido "Casa Alívio do Sofrimento", que viria a ser o referência em toda a Europa. Mesmo com o seu ministério sacerdotal vitimado por calúnias injustificáveis, não se arrefeceu o coração para com a Igreja por quem tinha grande apreço e admiração. Sabia muito bem distinguir de onde provinham as calúnias, sendo estas vindas por parte de alguns da Igreja, e não da Igreja mãe e mestra a quem ele tanto amava.

A pedido do Santo Padre, devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, cria os grupos de Oração, verdadeiras células catalizadoras do amor e da paz de Deus para serem dispenseiros de tais virtudes no mundo que sofria e angustiáva-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.

Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração celebra-se uma Missa nesta intenção. Seria esta Missa o caminho do seu Calvário definitivo, onde entregaria a alma e o corpo ao seu grande apaixonado; a última vez que os seus filhos espirituais veriam o padre a quem tanto amavam. Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a cruz do Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu. Morte suave de quem havia completado a missão, de quem agora retornaria ao seio do Pai em quem tanto confiou. Hoje são muitas as pessoas que se juntaram a fileira dos seus devotos e filhos espirituais em vários grupos de oração que se espalharam pelo mundo. É o próprio padre Pio que diz: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar".