sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Reflexão


Quem anda com a verdade, anda com Deus, pois o próprio Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" e, e outra passagem do Evangelho, Ele nos diz: "A verdade vos libertará". Creio firmemente na Palavra de Deus, e ando com ela em meu coração, todos os dias da minha vida. Por isso analisemos em nós, em nossas atitudes e o que falamos, se há uma coerência entre o que falo e a verdade que é Cristo, caso não haja uma transparência, não estamos sendo filhos da luz e nem de Deus, por isso ser imagem e semelhança de Deus, requer buscar a verdade sobretudo, e não realizar o que acho e penso, mais sim, desaguar em Deus e ser conduzido por Ele, na vivencia da verdade transparente e não ficar camuflando até mesmo o Evangelho, vamos levar o Evangelho mais a sério, não coloquemos na boca de Jesus coisa que Ele nunca disse: "Ele nos diz; aí daqueles que tiram ou acrescentam um J"... Deus nos abençoe sempre.

Antes de qualquer ação ou fala, reflitamos bem se estamos fazendo ou falando a verdade, inspirada por Deus no seu Evangelho, pelo o que eu saiba, Jesus só deixou o seu evangelho e não conformidades de reflexões que vão de acordo com que achamos ou deixamos de achar; deixemos-nos ser inflamados pelo seu amor e, que a verdade possa nos libertar de fato e, sermos sinais que apontam para a realidade celeste, e não sermos causas de contradição da fé, em termos de destruição, desunião, discórdia, desavença, violência, destruir os outros, com toda certeza essas ações nunca virão de Deus e, sim do demônio príncipe do mal...

Paz e bem!!!
Frei Nivaldo

Quem anda com a verdade, anda com Deus, pois o próprio Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" e, e outra passagem do Evangelho, Ele nos diz: "A verdade vos libertará". Creio firmemente na Palavra de Deus, e ando com ela em meu coração, todos os dias da minha vida.  Por isso analisemos em nós, em nossas atitudes e o que falamos, se há uma coerência entre o que falo e a verdade que é Cristo, caso não haja uma transparência, não estamos sendo filhos da luz e nem de Deus, por isso ser imagem e semelhança de Deus, requer buscar a verdade sobretudo, e não realizar o que acho e penso, mais sim, desaguar em Deus e ser conduzido por Ele, na vivencia da verdade transparente e não ficar camuflando até mesmo o Evangelho, vamos levar o Evangelho mais a sério, não coloquemos na boca de Jesus coisa que Ele nunca disse: "Ele nos diz; aí daqueles que tiram ou acrescentam um J"... Deus nos abençoe sempre.

Antes de qualquer ação ou fala, reflitamos bem se estamos fazendo ou falando a verdade, inspirada por Deus no seu Evangelho, pelo o que eu saiba, Jesus só deixou o seu evangelho e não conformidades de reflexões que vão de acordo com que achamos ou deixamos de achar; deixemos-nos ser inflamados pelo seu amor e, que a verdade possa nos libertar de fato e, sermos sinais que apontam para a realidade celeste, e não sermos causas de contradição da fé, em termos de destruição, desunião, discórdia, desavença, violência, destruir os outros, com toda certeza essas ações nunca virão de Deus e, sim do demônio príncipe do mal...

Paz e bem!!!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A nossa missão é preparar o caminho do Senhor

No tempo da grande perseguição romana contra os judeus, todos os governadores estavam perseguindo e "acabando" com os cristãos. São João foi preso em Éfeso; depois, mandado para realizar trabalhos forçados na ilha de Patmos, onde era feita a extração de cobre. É por isso que, quando ele escreve o Livro do Apocalipse, ele se intitula "vosso companheiro de tribulação". Era de lá, nessa ilha, que este grande apóstolo, mesmo correndo risco de vida, mandava os trechos do Apocalipse para um dos discípulos, e este os passava para outros, em sigilo. Dessa forma, esse grande santo da Igreja se torna uma fortaleza para outros cristãos que também estão sendo perseguidos.

"Escrevo isto a respeito dos que procuram desencaminhar-vos" (I Jo 2,26). Além das perseguições externas à Igreja, naquele tempo também começaram as heresias, pois o inimigo percebeu que o sangue dos mártires não estava conseguindo acabar com o Cristianismo; ao contrário, estava fortalecendo os cristãos. Por outro lado, os que não aguentaram a perseguição, começavam a desanimar e, assim, eles incentivavam seus irmãos a desanimar também.

Nesse tempo, começam a surgir as heresias para minar a Igreja por dentro, causando uma "hemorragia interna" nela. Essas heresias são erros contra aquilo que os apóstolos ensinaram, contra aquilo que Cristo nos ensinou. É por isso que São João nos apresenta, por diversas vezes, o verbo "permanecer". Uma coisa que nos parece estranha e que João nos diz:"Quanto a vós mesmos, a unção que recebestes da parte de Jesus permanece convosco, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa. Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele" (I Jo 2,27).

"A nossa missão é a mesma de João Batista", ensina monsenhor Jonas


João diz que tudo o que eles aprenderam no começo, quando tiveram a conversão e foram batizados no Espírito Santo, os deixou cheios da unção do próprio Cristo. Todos os primeiros cristãos, naquela época, usavam os dons; era coisa comum entre eles. Pena que, hoje, na Igreja, muitos cristãos não queiram saber disso. Na necessidade dos nossos tempos de hoje, para a Igreja poder aguentar a perseguição externa e as heresias que estão surgindo, ela precisa do Espírito Santo e de homens e mulheres que, tendo os dons, os usem para evangelizar e tornar outras pessoas também cheias do mesmo Espírito.

Grandes pregadores e escritores que falam sobre o derramamento do Espírito nos têm mostrado que, se nós não nos abrirmos à graça do batismo [no Espírito Santo de Deus] e aos dons, a Igreja sofrerá muito.

São João nos coloca com os "pés no chão" e nos mostra que a nossa missão é a mesma de João Batista. O precursor também foi cercado e teve de dizer que era a voz que "gritava no deserto", e que veio preparar o mundo para a primeira vinda de Jesus Cristo. João Batista já vê, naquele tempo, o anticristo. Por essa razão, nós também precisamos dizer que a nossa missão é preparar o caminho do Senhor. Não nos sentindo egoístas, porque temos a unção e vamos ser arrebatados, mas como missionários, como João que, reunindo os discípulos, conversava com eles e escrevia para que outros cristãos, que não estavam em Patmos, pudessem ler.

Por intermédio de João Evangelista e de João Batista, o Senhor nos põe com os "pés no chão". Eu quero viver assim. Eu sou pequenininho, mas quero seguir Jesus, permanecer com Ele. Quero ser cristão de fibra! Quem quiser ser cristão assim, siga-me, porque, na verdade, estou seguindo Jesus e lutando para permanecer n'Ele. Que assim seja com você!

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2014 Terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Boletim da Santa Sé
Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9)
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: « Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza » (2 Cor 8,9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

1. A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: « sendo rico, Se fez pobre por vós ». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, « esvaziou-Se », para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2,7; Heb 4,15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus « trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado » (ConC. ECum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – « para vos enriquecer com a sua pobreza ». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a « insondável riqueza de Cristo » (Ef 3,8), « herdeiro de todas as coisas » (Heb 1,2).
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10,25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu « jugo suave » (cf. Mt 11,30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua « rica pobreza » e « pobre riqueza », a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8,29).
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

2. O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este « caminho » da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser « tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo » (2 Cor 6,10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir
FRANCISCUS